Vamos falar de encurtamento muscular?

Que tal abordarmos essa parte fisiológica tão importante em nossa área? Então… vamos falar de encurtamento muscular? Da escola até o alto rendimento, lidar e identificar a fisiologia do músculo é de suma importância, por isso hoje vamos tratar da questão de encurtamento.

Encurtamento nada mais é do que o amontoamento das fibras por ausência de alongamento e uso das mesmas, mas há outras causas também que iremos pontuar a seguir:

  • Imobilização prolongada;
  • Mobilidade restrita;
  • Doenças do tecido conectivo ou neuromusculares;
  • Processos patológicos devido a traumas;
  • Deformidades ósseas congênitas e adquiridas.

Aprofundando um pouco mais neste papo de “vamos falar de encurtamento muscular?”, seguimos agora com a abordagem a respeito dos tipos de encurtamento que levaram nas situações acima:

  • CONTRATURA: encurtamento de estruturas contráteis e não contráteis.
  • RETRAÇÃO/ESPASMO: contratura transitória leve.
  • CONTRATURA IRREVERSÍVEL: perda permanente da extensibilidade , substituição por tecido fibrótico ou osso.

  • ESPASTICIDADE : hipertonicidade devido a lesões no SNC.
  • ADESÕES OU ADERÊNCIAS: diminuição da mobilidade devido ao desarranjo das fibras de colágeno e o aumento das ligações cruzadas no músculo.

Agora que recordamos essas vertentes acima, pensemos sobre as propriedades dos tecidos moles: sabemos que os mesmos são compostas por músculos, tecido conectivo (tendões e ligamentos) e pele. Características mecânicas e neurofisiológicas dos tecidos contráteis e não contráteis afetam o alongamento.

Quando trazemos isso à tona, vemos quão necessária uma ficha de anamnese é desde a escola até aos mais intensos treinos e é claro, atendimentos de fisioterapia. Quando o fisioterapeuta prescreve para determinadas lesões, exercícios que reabilite a área afetada, ele por meio de tal prescrição trabalha as respostas mecânicas da unidade contrátil pensando sobre:

I. Alongamento: se de curta duração tende a retornar ao seu estado inicia – elasticidade

II. Imobilidade: baixa de proteínas e mitocôndrias – atrofia e fraqueza

III. Imobilidade na posição alongada: no de sarcômeros – forma plástica do músculo

IV. Imobilidade na posição encurtada: abaixa número de sarcômeros e de tecido conectivo.

A adaptação dos sarcômeros às posições alongadas é transitória se for permitido ao músculo voltar ao comprimento após imobilização. Por isso, repouso prolongado na fisioterapia não é algo que trará benefícios se for extensivo. Lembre-se que cabe apenas ao fisioterapeuta baseando-se no histórico do paciente, o que deve ser feito de exercícios que reabilite e trate as patologias para cada situação, e ao Profissional de Educação Física a prescrição de exercícios que objetive algum treinamento específico para tal finalidade, como por exemplo a formação escolar ou a capacitação de atletas, prevenção de lesões, reabilitação em conjunto com o trabalho da fisioterapia, prova disso é a prática do pilates por exemplo.

E aí, gostaram de trabalhar e ver como se dá o encurtamento muscular e como podemos lidar desde a escola até o alto rendimento: Confira o que já trouxemos sobre contração muscular, e siga nosso Instagram e LinkedIn.

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